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Dona Cida: exemplo de amor e caridade

O mundo seria bem melhor se todos tivessem a oportunidade de conviver com Dona Cida. Há mais de 30 anos a frente da Sociedade Beneficente Mão amiga, Maria Aparecida esbanja lições de vida e sem dúvidas a maior delas é a vontade de fazer o bem a qualquer pessoa que precise de ajuda. 

Dona Cida é natural de Além Paraíba, onde viveu até os 12 anos de idade. Veio de uma família muito grande, com 13 irmãos e sempre passou dificuldades. Com 5 anos de idade, sofreu um acidente doméstico onde teve grande parte do corpo queimado, algo que foi motivo de grande vergonha durante muito tempo em sua vida. Desde muito nova tinha disposição para ajudar aos mais necessitados, contou que aos sete já dividia o pouco que tinha pra comer com os moradores de rua que viviam próximos à sua escola. Ao completar 12 anos se mudou para Juiz de Fora para trabalhar como ajudante de cozinha. Desde então trabalhou sempre em trabalhos na área de limpeza ou cozinha. 

Já um pouco mais velha constituiu família e morou no bairro Jóquei Club. Mãe de 14 filhos, sete biológicos e 7 adotivos, criou todos com muita dificuldade. Contou que em uma das casas em que morou, tinha que abrir um guarda chuva dentro de casa para proteger as crianças da chuva. Depois de um tempo se mudou para o bairro Olavo Costa onde começou seu trabalho social em prol da comunidade. 

A história que a colocou em evidência foi que ao trabalhar como faxineira em uma distribuidora de frangos ela se chocou com tamanho desperdício de partes não comerciais dos animais, então ela resolveu pedir ao dono do lugar as sobras para que distribuísse no seu bairro. Começou repartindo cerca de 5 kg de frango entre os vizinhos e ao passar do tempo, com ajuda de outras distribuidoras de frango, chegou a arrecadar e distribuir uma tonelada na sua comunidade e região.

Foi presidente da associação de bairro no Olavo Costa, eleita com mais de 2000 votos, e apesar do engajamento social nunca quis se envolver com a política, mesmo sabendo que poderia fazer mais por sua comunidade, Dona Cida diz que não se enxerga no meio de tanta sujeira e corrupção. A organização Mão Amiga não tem apoio do governo e atualmente sobrevive com doações e com a venda de roupas e sapatos do seu bazar beneficente

A instituição funciona em uma casa alugada e o aluguel é pago por um juiz da cidade há cerca de 10 anos. Atualmente conta com serviços voluntários de uma psicóloga, uma fonoaudióloga e também tem o auxílio de uma advogada e moradores da região.

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