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Maria Mulher


A Presidente e fundadora da Sociedade Beneficente Mão Amiga é uma mulher de fibra! Enquanto algumas pessoas se fecham em suas residências, ignorando a pobreza e a miséria do país, outros se doam em compaixão na esperança de construir um Brasil melhor, como é o caso de Maria Aparecida da Silva. Sempre disposta a ajudar ao próximo, Dona Cida, como prefere ser chamada, fundou há mais ou menos 23 anos uma instituição cujo objetivo é melhorar a vida daqueles que possuem pouco para viver: "Vendo as pessoas passarem necessidade, é preciso arregaçar as mangas. Ou faz, ou deixa morrer", disse Dona Cida.
Maria Aparecida da Silva

Aos 45 anos, Dona Cida tem uma história de vida extraordinária e comovedora. Nascida no dia 11 de agosto de 1962, em Além Paraíba, ela teve uma infância muito pobre. Morava numa casa humilde com seus pais, Sebastião e Onofra, e os seus quatorze irmãos.

Aos cinco anos, enfrentou um dos momentos mais difíceis de sua vida, pois teve 40% do corpo queimado com álcool como consequência de uma brincadeira com seus irmãos. Aos oito, passava fome! Mas a pobreza não a impediu de ajudar os mais necessitados. Desde criança já demonstrava solidariedade ao próximo, repartindo tudo o que tinha.

Com apenas 17 anos, ela teve a sua primeira filha. Mais tarde, nasceram mais seis, sendo uma portadora de paralisia braquial. Porém, ela não parou por aí, e acabou adotando mais sete filhos. Para sustentar a casa, lavava roupas e fazia faxinas em casas de família. Mordido por porcos, seu marido, Joel de Souza, foi obrigado a se aposentar por invalidez. Após enfrentar meses na cadeira de rodas, faleceu por conta de uma hemorragia interna, em 2003.

Mesmo com tantas dificuldades, ela criou a Sociedade Beneficente Mão Amiga, uma entidade sem fins lucrativos, que funcionava inicialmente na Vila Olavo Costa, em Juiz de Fora. Atualmente, transferida para o bairro Ipiranga, a Mão Amiga conta com a participação de voluntários que realizam as mais diversas tarefas. 
Além das doações de itens de primeira necessidade, a entidade oferece à comunidade cursos de capacitação para jovens e adolescentes. Eles podem fazer aulas de violão, capoeira, reforço escolar, e possuem atendimento psicológico, fonoaudiólogo, odontólogo e assessoria jurídica. "A Mão Amiga é uma filha que gerei. Os voluntários também passam a ser filhos, pois confiamos no trabalho deles", relata Dona Cida.

Atualmente, a instituição atende cerca de 250 famílias e 80 crianças. Mais do que ajuda para a alimentação, a Mão Amiga oferece cidadania através de seus projetos de inclusão social. Para conhecer melhor a entidade ou fazer a sua doação, não deixe de entrar em contato conosco!

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